segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Levitando

Por Diego :- | às 23:15:00 | 0 comentários » |

Por definição, levitar é o ato de suspender um corpo do chão, sem o uso de nenhum artifício.
Pois é, as vezes a gente se sente tão leve, que a pesar de saber que está com os dois pés no chão, parece como se estivessemos 2 metros acima.
Essa leveza, essa sensação de estar flutuando no ar, muito longe está de se sentir vazio, acho que pelo contrário, apenas nos sentimos assim quando estamos totalmente preenchidos.

Não sei por que escrevo isso, mas, hoje vindo pra casa depois do serviço, a pesar de estar com 1001 coisas na cabeça, me senti tão relaxado, tão satisfeito, que cheguei a sentir essa leveza.

Mas, parece que isso tem sido recurrente... Vou esperar, e ver no que vai dar.

Abraços!

Zica?

Por Diego :- | às 10:12:00 | 0 comentários » |

Pois é, parece Déjà-Vu, mas não é.
Mais uma vez, minha moto foi alvo de um (uma, na verdade) motorista atrapalhada, mas desta vez tive aínda o desprazer de assistir o fato acontecer.

Terminei de estacionar minha linda moto, desci, tirei o capacete, atravessei a rua e sentei a beira do rio, fiquei alí algo em como 5 minutos. Estacionada ao lado da minha moto havia uma Fazer 250 e atrás um Alfa romeu. Adiante da Fazer, uma vaga para estacionar um ônibus desses articulados.

Chegaram 2 Santana, estacionaram um atrás do outro nesse espaço imenso, e nesse exato momento, o carro que ficou imediatamente após as motos, deu uma ré, e parou, milimétricamente perto da Fazer. Senti o mundo parar por um segundo e pensei "Ufa. Perto de mais. Ainda bem que parou.", mas meu pensamento terminou de ser proferido no meu cérebro e a vivente deixou o carro andar mais um pouco pra trás.

O resultado? bom, Fazer por cima da Sahara, e tudo junto pro solo.
Por sorte na hora a moça se prontificou a pagar. A ocorrência foi feita junto a EPTC e saímos de lá sem conflito, mas certamente, nada satisfeito.

Fazer o quê? Coisas da vida, acontece. Se bem que comigo acontece seguido de mais. Heheh.

Abraços!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Acabou-se Tudo

Por Diego :- | às 21:00:00 | 0 comentários » |

Pois é, acabaram-se minhas férias.
Já estou no serviço de novo, e no ponto mais quente do planeta, para piorar a situação. O Ar-condicionado da sala não dá conta de refrigerar, eu morro de calor e bom, tudo que isso acarreta.
Pra não dizer que as férias foram em vão, foram bem boas até, descansei muito, visitei meu pai quase todos os dias, mas nada de viagens, praticamente, bem pacatas as férias.
Agora tô em correria com a função de recuperar os atrasados do serviço, e ainda fazendo um monte de consultas e exames médicos por causa dos meus problemas para respirar. Semana passada foi a vez do Pneumologista, alguns RX de tórax e Seios da Face, essa semana Otorrino, Ergometria e amanhã Polissonografia, é, vou dormir numa clínica.
Espero que com tudo isso baste para marcar a cirurgia, e resolver de vez meus problemas para respirar, treinar e principalmente, dormir.
Diz, quem já fez, e até mesmo os médicos, que dá uma vida nova, muda totalmente... Espero que sim.

Bom, sei lá, tá tudo meio parado por aqui porque eu mesmo tô meio parado de mais, mas as coisas vão melhorar, daí eu volto a postar quase que diariamente.

Abraços!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

De Férias

Por Diego :- | às 12:19:00 | 0 comentários » |

Pois é isso aí mesmo, depois de não sei ao certo quanto tempo, chegou minha vez de tirar férias.
Estou em casa, chove pra caramba, tomando um chimarrão depois de ter acordado tarde, e a chuva literalmente jogou por água baixo meus planos para o dia, então lembrei que tinha dias sem escrever aqui, e resolvi dar uma passada.

Fazendo uma atualização rápida por aqui, estou em processo de adquisição de outra moto, mas ainda estou aguardando resposta da financeira. Se tudo der certo, termino o mês de XT600, aquela do tio Faria.
Fora isso, tô meio bravo com a editora de uma das revistas que assino pois ainda não recebi meu exemplar esse mês, e já liguei pra reclamar e nada.

O resto das coisas está super bem, começo de ano tranquilo, muita chuva, mas também muito calor, bom de tomar banho de chuva, banho de rio, banho de piscina, e se faltar tudo isso, vai banho no chuveiro mesmo.

Bom, por enquanto é isso, apenas dando sinal de vida por aqui, enquanto penso onde posso ir com tanta chuva.
Abraços!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cheio de História!

Por Diego :- | às 10:22:00 | 0 comentários » | ,

Mas Ah!

Começou o 2010, e como era de se esperar, muita coisa pra contar desses dias de festas.
Pra começar, tinhamos marcado uma indiada no litoral, com dois primos meus e mais um amigo nosso de longa data. Todos os anos é a mesma coisa, correria pra lá, correria pra cá, alguém que desiste de ir na hora, alguém que resolve ir em cima da hora e assim por diante. Esse ano não foi diferente, dia 31 de dezembro, 8hs da manhã, estava marcado para saírmos em direção a Torres. Claro, só fomos sair depois das 10hs.
Isso tudo porque o carro do meu primo inventou de se embestar, não queria pegar, carregado até as orelhas, teve de ser empurrado, e após um bom sofrimento, colocou seus sapatinhos na estrada, pra valer.
Rumamos então para Torres, via RS-118 até a Free-Way (BR-290) onde pegamos uma linda de uma tranqueira, um sol de fritar ovo na testa, quilômetros de congestionamento, mas nada minguava a vontade. Saímos da 290 e rumamos pela Estrada do Mar (RS-389) em ritmo de "non-stop" até chegar em Torres, cansados, por volta das 14:30hs.
Com calor, e muita vontade, descemos até a Prainha, estacionamos o carro e as motos e fomos passear um pouco pelo calçadão. Como todos concordamos em que estávamos famélicos, resolvemos procurar um lugar para comer.
Pois é, essa foi a nossa primeira pequena decepção. Naquele horário, achamos algumas lanchonetes e bares abertos, mas, por mais que tentamos, as cervejas estavam quentes, as comidas secas, sem tempero e caras. Mas, apenas um detalhe.
Já que a gente faz essas viagens assim, inconsequentes, não tinhamos onde ficar, e fomos procurar algum lugar melhor que um camping, e que não nos custasse os dois olhos da cara e mais alguma coisa, porque o casal de amigos nossos estava com o filho de um aninho. Passamos por várias imobiliárias mas não conseguiamos achar nada que estivesse de acordo com nossas possíbilidade (pobre em praia de rico, dá nisso). Demos um "Baita pé quente" quando um senhor, seu Antônio, apareceu para nos dizer que tinha uma pousada com lugar para todos nós lá na Praia da Cal, e por um preço bem acessível.
Fomos lá, nos instalamos num empilhado de beliches e colchões, desovamos as malas e saímos em disparada para tomar um banho de mar quase que noturno, pois chegamos na praia na hora que os salvavidas indicavam o término do horário de banho.
A noite se alongou bastante, regada a cerveja, lanches e risadas, fomos para a Praia Grande para o show da virada, queima de fogos, muita, mas põe muita, gente, e chuva, muita chuva. Tudo para despedir o ano no maior estilo.
Na Sexta o dia começou perto das 11h e já fomos logo passando no mercado, comprando a cerveja e o gêlo. Enquanto gelava, uma galera foi no centro fazer compras e outros ficamos na pousada, mas todo mundo regado a cerveja. Por volta das 14h fomos todos dar um banho na praia, e só voltamos na hora que lembramos que precisávamos comer. Compramos uma carne, e rolou um churrasco. Falando da carne, que boa carne. Com mais cerveja no isopor, ficamos madrugada dentro, e depois resolvemos dar uma volta pelo centro.
Sábado acordamos já em ritmo de despedida da pousada, tomamos um café reforçado com o que sobrou do churrasco e empilhamos tudo dentro do carro. Subimos nos veículos e fomos curtir uma praia, lá em Capão da Canoa. Heheh. Depois seguimos para Tramandaí onde entramos madrugada fazendo festa, e por volta das 4h saímos em direção a estrada.
No caminho, Km32 da Free-way o fusca não resistiu e fomos forçados a chamar o guincho, que nos levou até Glorinha. Lá o pessoal foi dormir dentro do carro, eu juntei minhas coisitas, subi na moto, e rumei pra casa.
Mais tarde o fusca chegou em Porto Alegre trazido pelo guincho, e todo mundo dormindo dentro.

Mas, no resumo geral, um ótimo feriadão para todos. Muita diversão para despedir um ano, começar outro e por aí vai.
Que venha o 2010 com tudo.

Abraço!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Balanço 2009

Por Diego :- | às 12:10:00 | 0 comentários » |

Ah... 2009 se indo... e eu aqui... escrevendo.

O quê dizer desse ano que se passou? Bom, vejamos, tentemos refletir e ver se sai algo bom.

Ano longo, muitas mudanças, mudança de casa, mudança de ritmo, muitas coisas. No geral, um ano bom, grana apertada, mas por motivos muito bons, a casa nova dá trabalho mas é muito bom. Treinando Muay Thai, uma coisa que vinha me prometendo há algum tempo já. Consegui meu cachorro, o Rotweiller que durante tantos anos quis ter, agora é meu. Mudando também alguns conceitos na vida particular, gostando cada vez mais das coisas bem elaboradas, mas sem deixar de ser simples.

Do lado ruim, teve só os poucos Km rodados ao longo do ano, a pesar de que a viagem a Urubici rendeu muito. Uma ótima lembrança deste ano.

Coisas boas, muitos amigos, muitos churrascos, cervejadas, estradas, viagens a lazer, viagens a serviço. Conheci Belo Horizonte, conheci o Rio de Janeiro. Teve dias de trabalho intermináveis, dias intermináveis no trabalho sem fazer nada. Treinos de Muay Thai que pareciam não acabar, outros que nunca começaram.

Em resumo, um ano muito bom, muito completo. Começou bem, está terminando melhor ainda e 2010 promete muito, mas muito mais...

Ab.s!
Ótimo 2010 para todos!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Então tchê, entrei de férias.
Na sexta logo de cara, saí do serviço e já juntei a estrada. Tranqueira na saída de Porto Alegre, 32 graus de calor, eu de botas de couro, calça, jaqueta de cordura, mochila, capacete e luvas. Tava virado num rico de um caldo por dentro disso tudo. Parei no posto, enchei o tanque da Sahara, calibrei os pneus, e dei mais uma olhada no óleo.
Tudo em ordem, lá me fui, BR-116, Canoas até chegar na BR-386, onde subí, passei por Nova Santa Rita, chegando em Tabaí, onde rumei pela RST-287, pedagiada, até Santa Cruz. Já que são apenas 150km que separam Porto Alegre de Santa Cruz, fui sem parar, e cheguei lá antes das 20h.
Me acomodei por lá, e fui tomar uns chopp. Depois, terminei no tal do "Giganthe", um salão de piso muito escorregadio, e o pessoal ainda larga os copos com cerveja no chão mesmo... ví muita gente caíndo... foi engraçado.. hauhau...
Na saída do tal do bailão, um cara muito alcoolizado, subiu numa CG e saiu acertando uma fileira de motos estacionadas, entre elas, a minha, que para sorte do sujeito, não caiu, apenas balançou. Mas no final da fila tinha uma RD135, toda inteirinha e essa caiu. Quebrou manete e espelho, e eu já fui logo botando uma pilha no cara pra nós irmos quebrar de pau o sujeitinho sem noção. Nisso apareceu o dono da CG implorando pra ninguém dar no cara que iria quebrar toda a moto e tal. Eu me afastei e não sei mais o que aconteceu depois.
Rumei pro berço, pois no sábado queria conhecer alguma cascata e tomar um banhão de rio. Não foi diferente, mas tive que ir até Vera Cruz para achar uma cascata. Cantinho Colonial. Uma residência, onde passa o rio, e tem uma queda de uns 15 ~ 20m, paga-se R$3 para passar o dia, e tem banheiros, bar, mesas de snooker e fla-flu (pebolim).
No fim da tarde resolvi voltar para Porto Alegre, com motivo do aniversário do amigo Elvis. Mais uma vez, virei caldo dentro das roupas, já que nos termômetros marcava uns 33 graus, ou seja que no asfalto, beirava uns 50. Cheguei em Porto Alegre 20:15hs, direto pra casa do grandão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Essas Pessoas

Por Diego :- | às 12:32:00 | 2 comentários » |

Ando viajando pouco com a moto, e muito com a cabeça, e isso tem me levado a uma certa explosão verborrágica com as pessoas, ou seja, que estou conversando pra caramba.
Isso me levou a perceber uma coisa da qual não tinha me dado conta antes, ou talvez sim, mas só agora com a clareza suficiente como para ver o significado disso e conseguir escrever algo que preste.

O ser humano, na atualidade, se organizou para viver em sociedade, mas não vou nem entrar nos detalhes dessa organização, apenas aceitemos isso e vamos em frente. Como todo ser organizado, temos de nos relacionar com as pessoas que nos rodeiam. Com a inclusão digital o significado de "rodeiam" mudou bastante, pelo menos na minha opinão, pois agora pessoas que estão a milhares de quilômetros podem ser mais próximas que nosso próprio vizinho de porta, e tudo isso sem nunca termos visto realmente a pessoa do outro lado do teclado.
Com tudo isso acontecendo, percebí como pessoas que estão efetivamente próximas, pessoas que conhecemos a certo tempo, e com as quais já compartilhamos o mesmo espaço físico, acabam, muitas vezes, passando-nos totalmente desapercebidas. Pessoas que podem ser super interessantes, pessoas legais, pessoas maravilhosas ou até pessoas das quais deveríamos nos cuidar um pouco mais, todas elas nos rodeiam todos os dias, e sem perceber cada um de nós está envolto em sua própria rotina, sem sequer olhar para as pessoas ao seu lado.
Por exemplo, pessoas que trabalham no mesmo edifício que nós, ou que moram na mesma rua, ou até gente que todos os dias pega o mesmo ônibus e coisas assim. Sem perceber, essas pessoas fazem parte do nosso cotidiano, e acabamos dando pouca ou nenhuma importância para elas. Mas quando o assunto é internet, MSN, ICQ, gTalk e outras variedades de recursos de relacionamento, aí sim, soltamos o verbo.
Na minha opinião, errado não é soltar o verbo pela internet, mas sim o fato de não fazê-lo pessoalmente, como se esse contato "corpo-a-corpo" nos assustasse ou sei lá. Acho tão bacana sentar, tomar um café ou uma cerveja ou seja lá o que você prefere tomar, em uma mesa de bar, com a pessoa a sua frente e passar horas a fio conversando sobre os mais variados assuntos, sem compromisso nenhum, só pela conversa mesmo. Mas parece que já ninguém tem tempo pra isso. Passamos as mesmas horas conversando com pessoas na internet, lendo emails, respondendo emails, visitando sites totalmente inúteis e mais, e acabamos dedicando pouco tempo para os relacionamentos interpessoais, de qualquer índole, na esfera real.
Percebí recentemente, conversando pela internet, claro, como algumas dessas pessoas são incríveis. Pessoas às quais antes não havia dado a chance de sentar e conversar, depois de anos de tê-las conhecido, comecei a conversar, pela internet, e se mostraram pessoas super interessantes, divertidas, e mais aínda, descobri mais dessas pessoas em algumas conversas pela internet do que o que sabia até hoje, em, talvez, anos de conhecê-las.
A pesar de tudo, fico meio chateado com isso, pois gostaria que as pessoas se relacionassem mais nos ambientes reais. Gostaria de ver mais mesas de bar, papo entre "desconhecidos" e tudo mais, mas percebo que as pessoas não são tão abertas à abordagem de um extranho numa mesa de bar quanto são num bate-papo na internet... Medo talvez? Sei lá, acho mais sinistro alguém que "te persegue" pela internet do que uma conversa sadia olho no olho.

Só finalizando, não tiro o mérito da internet e seus recursos "sociais" pois tenho grandes amizades que foram construídas a partir da internet. Companheiros de estrada, amigos de festas, gente com que posso falar de qualquer coisa, a qualquer hora, e por aí vai, mas queria mesmo expressar essa minha pequena "revolta" contra o desaparecimento das relações "reais".

Abraços!

domingo, 13 de dezembro de 2009

KISS é um acrónimo com o qual estou bem acostumado já, pois é uma das regras do meu trabalho. Em inglês, ele significa "Keep It Simple, Stupid"  (traduzindo sería algo como "Mantenha a simplicidade, estúpido") e é um princípio utilizado no que diz respeito a design, desenvolvimento de software e outras áreas da T.I. onde a simplicidade é tudo.
Se temos algo que foi desenvolvido de forma simples, é mais simples de usar, de explicar aos outros como funciona, e de dar manutenção depois. Do mesmo modo, ao fazer o layout de uma tela, quanto mais simples for, mais intuitivo será o uso do software. Beleza, agora, por quê não aplicar isso às nossas vidas?

Pois é isso que venho tentando recuperar aos poucos, a simpleza da vida.
Quando era mais novo, não tinha internet, me divertia apenas com um Atari e com um monte de bonecos, com os quais brincava junto com meu irmão e meus primos. Nos finais de semana a família toda reunida na casa de final de semana, onde a água vinha do poço, a luz costumava faltar dia sim, dia também e outras tantas coisas. Pouco depois disso, mudei de cidade, afastamos-nos da família e fomos morar em um apartamento, onde não me restavam aquelas coisas legais, nem o contato com a natureza e tudo mais.
Foi então que entrei para um grupo de escoteiros. Acampávamos seguido, várias vezes por ano, muitas vezes durante vários dias. Cheguei a passar 15 dias em uma ilha, isolado, pois um temporal fechou portos e aeroportos. Nossa comida acabou, nosso dinheiro também, e comíamos graças à solidariedade das poucas famílias que moravam lá.

Fui crescendo, saí do grupo de escoteiros, me enfiei de cara num monte de livros, estudei pra caramba, conhecí mais um monte de gente no mesmo ambiente. Morávamos todos em bairros de classe média-alta, tinhamos vários recursos tecnológicos, internet, celular, videogames de última geração, roupas de marca e tudo mais. Frequentávamos as baladas mais loucas da cidade. Como tudo, mais uma vez, isso terminou.

Mesmo tendo tido todas essas experiências, nunca deixer de ver isso com humildade e simplicidade, nunca baseei minha vida em cima disso. Mudei-me de novo. Comprei minha primeira moto. Trabalhava como motoboy 16 horas por dia, e foi uma das fases mais felizes da minha vida, pois reví vários amigos de infância, família e tudo mais. Todo dia saía do serviço, juntava uns amigos e virávamos noites contando histórias, comendo churrasco e bebendo caipirinha. Sempre que lembramos disso, assumimos que "Eramos pobres porque gastávamos todo o dinheiro em carne e cachaça". Ainda assim, todos sentímos saudade daquela época.

O Tempo passou, voltei a trabalhar na área de T.I.. Troquei de moto, mudei de casa, vendí moto, comprei carro, comprei moto de novo, comprei casa, mudei de novo. Agora tenho um cachorro lindo, do qual já falei aqui.

Falando de recuperar as coisas simples, com tudo isso que foi acontecendo na vida, a gente vai se esquecendo de como é bom um banho de chuva, um acampamento à beira de um rio, sem luz nem gás. De como é bom um beijo, um abraço, ou um simples chimarrão na varanda da casa do pai. Um churrasco com amigos, uma cerveja com os colegas de serviço, uma volta de bicicleta, um filme no fim da noite, uma pipoca, um vinho em casa, enrolado no cobertor, entre outras tantas coisas, assim, simples, que compoem o dia-a-dia das nossas vidas e que por inércia vamos menosprezando.
Então, agora meu objetivo é justamente esse, recuperar o prazer de desfrutar dessas coisas simples, com calma, sem me apressar, sem me importar com o que tem que fazer depois, ou com a correria do dia, apenas com o momento sutil desses atos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Incrivelmente, o post que escreví há alguns dias sobre "Felicidade" foi bem útil essa semana, onde um monte de gente apareceu no meu msn reclamando da vida e das desgraças, e como bom sujeito que todos dizem que sou (eu não acredito muito, mas vamos lá) me dei ao trabalho de conversar bastante e de indicar o texto do post, de minha autoria, para que dessem uma lida, e refletissem sobre isso.
Agora mais uma realidade bate às mensagens de msn nos meus contatos, e é o fato da "Solidão". Aquela solidão que toma conta do ser, e mesmo em ótimas companhias a pessoa se sente vazia, desacompanhada e por vezes, até mesmo inútil. Eu já apelidei essa atitude de "Sindrome do Patinho Feio".
Essa solidão que toma conta do interior das pessoas, e que leva ao desanimo, relaxamento, insatisfação pessoal, baixa autoestima e até a desvalorização total da pessoa como um ser, não é exclusividade de ninguém, é mais, arrisco a dizer que todos, sem excessão e sem medo de generalizar, já se sentiram assim, nem que seja um dia na vida.
É exatamente essa sensação que está no título deste post, a de sentir-se totalmente só, mesmo estando em meio a uma multidão de pessoas, sejam elas amigos, conhecidos, ou até mesmo dentro de um Maracanã lotado para o show dos Rolling Stones.
Isso é porquê todas as pessoas do mundo não são capazes de saciar a vontade que temos, única, de ter por perto àquela pessoa especial, e é por isso que digo que todos passam por isso na vida, pois todos tem, tiveram ou virão a ter alguém que consideram especial na sua vida, e quando isso acontece, a ausência da pessoa se torna a ausência total de tudo, até mesmo do amor, do carinho, da luz, da água e do ar.
Quem teve alguém especial e perdeu, se lamenta e se sente vazio por não mais ter ao seu lado essa pessoa. Quem nunca teve, se martiriza pois enquanto vê que todas as pessoas a seu redor tem alguém, ele/a não tem ninguém. E quem tem essa pessoa ao lado, sabe que já passou da primeira fase, e que quase inevitavelmente terá de passar pela segunda.

Num outro blog lí um frase que dizia algo sobre o ser humano ser mendigo de carinho, e acho que esse "Sindrome do Patinho Feio" reflete claramente essa atitude.

Sei lá, é mais ou menos por aí, apenas para deixar registrada minha opinião sobre o fato, já que, como disse, todos já passamos ou passaremos por isso, então, nada mais legal do que opinar sobre o assunto.

Abraços!!